17/05/2012

Sobre o ridículo da vida.

Dia desses fui acompanhar minha vó a sua sessão de fisioterapia, na hora em que estávamos saindo de lá, uma senhora nos acompanhou pelo caminho, logo de início fez o seguinte comentário "Tá vendo como são as coisas? Ridícula aquela mulher agarrada ao pescoço do homem, parecia uma macaca, dando beijo nele! Deixa pra fazer isso em casa, criatura! Que coisa feia! Meu Deus!" e mais um bocado de exageros. A tal da mulher só estava dando uns beijinhos na bochecha do condenado, uma vez ou outra na boca, aquilo nem podia ser chamado de selinho, mas foi o bastante pra fazer com que a senhora ficasse incrédula. E, claro, a incredulidade da senhora foi o bastante pra me deixar fruta da vida. Achei tudo aquilo uma tremenda bobagem. 
Tudo bem que, considerando a idade da senhora, esse tipo de atitude não deveria ser comum em sua época, não deveria ser comum mesmo, mas esquecendo a senhora, não é difícil ver esse tipo de comentário saindo de bocas mais jovens. E sabe o que eu acho? Que alguns dos nossos conceitos são tão errados, tão controversos e nem nos damos conta disso, na maioria das vezes.
Não é fácil encarar o fato de que as pessoas julgam como normal o ódio expresso de umas pelas outras, enquanto que o afeto tem de ser camuflado, disfarçado, deixado pra se exibir somente em casa, entre quatro paredes e teto fechado, pra ninguém ver, porque é feio. É feio beijar alguém na rua e não dar a mínima pra os pensamentos alheios, é feio abraçar, é feio amar em público. 
Todas essas declarações criativas e gigantescas, ou aquelas singelas flores acompanhadas de cartões, canções, textos, faixas, vídeos, cartas! Tudo tão besta, né? Ridículo!
Ainda que as armas tenham substituído o diálogo, ainda que estejamos mais familiarizados com a palavra "destruição" que com seu antônimo, ainda que exista tanto "ainda", "embora", "contudo", eu acredito, sabe? Acredito que ainda há algo de bom, mesmo estando entupida de razões, de fatos que contradigam tal opinião. 
Porque sou uma ridícula. 
E quando eu falei de amor, não me restringi somente aos casais, afinal o que seria da gente sem o amor às coisas, à vida, às pessoas, animais, amor de amigo, de mãe, pai, irmão, amor de amar, amor sem vergonha, amor orgulhoso, desinibido, amostrado, amor do tipo isso-é-o-mais-lindo-que-existe-me-invejem, amor que nos faz tão simples, tão nós, tão humanos.
Bora amar, sem medo de ser feliz, como se não houvesse amanhã. Sejamos ridículos, amemos o ridículo. Amemos! (E nos lasquemos, se for o caso, mas amemos de novo. E mais uma vez.) 

10/05/2012

Pânico do parabéns pra você.

O mundo pode virar de cabeça para baixo, ser partido ao meio e coberto por uma grande quantidade de maionese de atum, eu nunca vou conseguir aceitar o quão tímida posso ser. As palavras somem, as pernas bambeiam (e daí já é um passo pra cair, acredite), a face toma de súbito aquele vermelho-vergonha nada bonito, tudo trava e meu único desejo é ter uma pá, pra cavar um buraco e viver nele até o mundo ser dominado por zumbis. 
E sim, esse é mais um grande comentário sobre as minhas atitudes babacas diante de situações que me deveriam ser comuns e que, por motivos muito bestas que nem eu consigo entender, não me são. A pessoa já caiu num tapete vermelho (sim) de uma loja NO CENTRO DA CIDADE, da bicicleta sobre o carro da diretora do colégio NO MEIO DA RUA, já quase derrubou um poste de iluminação na festa de 15 anos da melhor amiga, caiu ridiculamente na escada de um ônibus lotado de adolescentes, a pessoa não tem vergonha de bater nas ilustres residências do Brasil com a intenção de arrecadar alimentos pra não sei o quê da escola e simplesmente fia a ponto de ter um infarto diante de um “parabéns pra você”. Como explicar?

Poucas coisas na vida me são tão mortíferas, sinto que vocês já notaram meu uso obsessivo da hipérbole, quanto cantar parabéns pra você ou ouvir tal música sendo cantada para mim. É um fardo que carrego comigo desde pequena, e com o qual já perdi as esperanças de ganhar costume, porque se em 17 anos isso não veio, vocês acham que virá? Eu não. 

Não gosto de ser o centro das atenções, principalmente quando as pessoas fazem um circulo em minha volta, me obrigando a ficar muito visível para elas, começam a cantar e fazem com que eu fique totalmente vermelha, sem ter onde pôr as mãos e o resto do corpo, mas querendo MUITO jogá-los no primeiro buraco que aparecer pela frente. Já notaram em como os minutos se convertem em anos, inexplicavelmente, quando começam a exaltar os primeiros versos da tal música, de modo que uma vida se passa enquanto você está passando vergonha? 

O pior de tudo é que me bate uma vontade ridícula de chorar nessas horas, seja no meu aniversário, seja nos aniversários alheios, não me pergunte o porquê. Só uma pequena dúvida: qual é o me problema?

Uma coleção de fotos antigas retratando minha cara emburrada, sem esboço algum de uma possível formação de sorriso, diante de uma mesa decorada e de um bolo enfeitado, denunciam minha felicidade embalada por essa música. Eu só queria o bolo, gente. 




14/04/2012

Sobre a minha princesa favorita.



Todo mundo já deve ter assistido a esse filme, pelo menos uma vez na vida, eu sabia que também já o tinha visto em algum momento da minha, mas fazia MUITO tempo, foi aí que minha busca pelo livro em que ele foi baseado teve início. E isso não é boa coisa, uma vez que 1)as bibliotecas da minha cidade não têm disponível tal livro, ao menos não a do meu colégio, 2)os alfarrábios e lojas de livros NUNCA têm o livro que eu realmente quero, 3)sou pobre, ainda, o que nos leva ao fato de que esse livro estava custando os olhos da cara ou estava indisponível, como todos os outros que eu desejo com toda a profundidade da coisa mais profunda que existe. Eu sabia que esse livro ia ser especial pra mim, por isso queria tê-lo em mãos, sou assim gente, mas como a vida não é fácil li em e-book mesmo, simples, eis que me deparo com uma estória linda e doce, que te prende do início ao fim, proporcionada por uma narrativa de encantar qualquer um e uma personagem principal que nos deixa com aquela vontade básica de querer ter uma personalidade tão incrível quanto a dela.

Sara Crewe é, sem dúvida alguma, um dos personagens mais marcantes que se pode conhecer, daqueles que qualquer um queria ter inventado. É impossível não achar incrível o modo como Sara lida com certas situações que acontecem no decorrer do livro, tentando sempre imaginar algo melhor, mesmo nas piores situações, agindo com uma maturidade desproporcional a sua idade e não faltando com educação em momento algum.
Sou daquele tipinho triste de leitor que lê o livro e depois assiste ao filme no qual ele foi baseado só pra ficar dando pitaco depois, sabe, obviamente eu notei várias diferenças na adaptação de A Little Princess, e em algumas partes eu realmente prefiro a versão do livro, porém não é nada condenável, uma vez que o filme é pura magia, as atrizes, apesar de crianças, interpretam muitíssimo bem, a fotografia, por ser um filme antigo, é do jeitinho que eu gosto e o mais importante, o filme não falha na hora de passar a mensagem que deve transmitir. É o tipo de estória que nos deixa refletindo horrores depois que a conhecemos, o tipo que deve ser lido não só por crianças, mas por qualquer pessoa, independentemente da sua idade. E se a preguiça não te deixa ler o livro, assista ao filme, que é tão bom e emocionante quanto. 



A princesinha conta a história de Sara Crewe, uma menina rica que perde tudo quando lhe acontece uma terrível tragédia. Obrigada a trabalhar como empregada, a passar frio e fome, ela continua a preservar sua nobreza, e assim consegue manter seu orgulho e sua generosidade. 

"- Apesar de tudo - dizia Sara, para se consolar - eu própria não respondo, muitas vezes, quando me falam. Quando as pessoas dizem disparates, o melhor que há a fazer é não responder nem uma palavra e olhar para elas, enquanto fazemos, intimamente, reflexões. É um bom sistema, que exaspera Miss Minchin e que assusta um pouco Miss Amélia e a todas as "grandes". Quando não nos encolerizamos, os outros compreendem logo que somos os mais fortes, visto que conseguimos dominar-nos, ao passo que eles não, e dizem coisas estúpidas de que se arrependem em seguida. A cólera é uma grande força; mas o sentimento que ajuda a dominar-nos, é ainda mais forte. Nada é melhor do que não responder aos nossos inimigos. Eu quase nunca lhes respondo."


"Suceda o que suceder - pensou -, há qualquer coisa que não pode mudar. Eu ando esfarrapada, coberta de andrajos, mas na minha alma e no meu coração sou sempre uma princesa. Não teria grande merecimento em proceder como uma princesa, se andasse vestida de ouro; tenho muito mais, sendo como sou atualmente. Maria Antonieta, por exemplo,quando estava na prisão, com um pobre vestido preto, remendado, e os cabelos todos brancos quando todos a insultavam e lhe chamavam a viúva, era ainda mais rainha do que no tempo em que vivia feliz e alegre no meio da sua corte. É nesse tempo de martírio que eu mais a admiro. As multidões que rugiam, não lhe faziam medo; ela era mais forte que toda essa gente, mesmo quando lhe cortaram a cabeça."

12/03/2012

Nem todos vivem na lua.


Por que diabos a maioria dos adultos acha que nós, adolescentes, pensamos que a vida só é feita de unicórnios saltitantes, coloridos e felizes?
Em pleno dia das mulheres, fulano me vem com uma de que até poderia me parabenizar por esse dia, mas não o faria porque eu ainda não vivi basicamente NADA.
Respira.
WHAAAAAAAT?
Tudo bem que eu não sou a pessoa mais aventureira do universo (ao menos não fora da minha cabeça), mas isso não quer dizer que eu viva dentro de uma bolha, alheia a tudo o que ocorre ao meu redor. Eu até poderia pensar sobre digerir algumas das palavras que fulano me dirigiu, se fulano não tivesse uma mentalidade tão infantil (e não, isso não é no bom sentido), e se não agisse com total indiferença na hora de tomar responsabilidades, só pra deixar claro, fulano tem mais de 30 anos.
O quê, só vou poder ser digna de receber um feliz dia da mulher quando eu sair de casa, trabalhar, ter filhos e ver o quão a vida é cheia de responsabilidades? Isso eu já sei, e faz tempo. Não preciso comer o bombom pra saber que ele é doce, embora eu saiba que quando eu o comer, vou ter uma noção mais realista do sabor. E não, todo esse bafafá não é porque eu não, mimimi, recebi um feliz dia das mulheres. É só que algumas pessoas insistem em manter uma mentalidade tão fechada, tão antiga. 
Acho que ninguém gosta de ser tratado feito bobo. Avaliar a mente de alguém com base apenas em sua idade, descartando o meio social em que essa pessoa vive, suas necessidades, o modo como foi criada etc. é o correto? Acho que não, não quando eu vejo tantos jovens, e até crianças, de opiniões mais formadas e plausíveis que muitos "adultos" por aí, não quando essas pessoas possuem tantas fontes de informação disponíveis, e dificilmente podem se desligar dos acontecimentos do mundo, ou até mesmo da vizinha, que caiu ali na esquina. É lógico que há inúmeras pessoas que não se aproveitam da internet, por exemplo, como deveriam, não há problema em ficar dando F5 na homepage do facebook esperando por algum babado novo (tipo eu), mas por que não ler uma revista online, pra dar tempo pro seu alvo principal de stalkeamento (?) pensar em algo novo pra postar, por exemplo? Ou mesmo assistir a vídeos interessantes (achei bem bacana esse curta da Revista Superinteressante, e ah gente olha isso -insira aqui uma cara de indignação seguida de gargalhadas-), que podem te acrescentar algo de útil? 
Somos bombardeados por informações, e essas, até mesmo as que parecem irrelevantes, ajudam na nossa formação social e , também, mental, por que não? Dificilmente ficamos no branco, dificilmente não nos colocamos em certas situações e nos perguntamos como lidaríamos com elas, e dessa forma, conseguimos sim, vez ou outra, chegar a conclusões que nos satisfazem.
Em algumas situações é praticamente impossível manter a paciência, que já é pouca, e, no meu caso, respirar fundo dez ou sei lá quantas vezes nunca ajudou, me irrita profundamente o fato de as pessoas, algumas, acharem, por exemplo, que eu estou tirando férias nesse planeta e que não sei nada sobre ele, motivo pelo qual repito umas trocentas vezes aquele velho "já seeeei, mãe" e levo de brinde o sermão que já ouvi o bastante pra decorar de trás pra frente, iniciado pela mais bela canção que minha mãe adora induzir nos meus ouvidos: "VOCÊ ACHA QUE JÁ SABEEE DE TUDO NÉ????????".
Não, mãe, amor da minha vida, eu não sei de tudo, se soubesse, no mínimo, já estaria rica, pulando lindamente da minha cama elástica pra minha casa na árvore.
Não é porque eu não vivi tal situação que eu vá ignorar sua existência e/ou relevância, por favor. O mundo seria mais lindo se as pessoas se pusessem umas nos lugares das outras, e não ignorassem o fato de que o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas não pensam/agem de uma forma igual, não sempre. Vivo voando sem sair do lugar, sim, mas sei muito bem estacionar.

28/02/2012

Anas, Luizas, machismos etc.


Ana, é dessas pessoas-árvores: nascem, crescem, reproduzem e morrem, só que no mesmo lugar, e no caso de Ana, por vontade própria.  Também é dessas pessoas que não querem ser observadas com zoom, nem serem vistas de loooonge. Ana se esquiva de qualquer par de olhos, e sim, andaria com um saco na cabeça, se isso não chamasse tanta atenção. Responderia “invisibilidade”, se você a questionasse sobre qual super poder escolheria. Anda com delicadeza, vive como se qualquer movimento brusco fizesse sua vida girar de cabeça para baixo. Não fazia questão de demonstrar a opinião, dã, isso não mudaria em absolutamente NADA no mundo.  Sem decotes, sem maquiagem muito notável, sem palavrões, sem saltos, atitude??? Nem pensar! Vive com um livro na cara, mais pra servir de escudo, que pra se aventurar nas palavras alheias. Só não queria que notassem sua existência, meu deus, era pedir demais??
Saia justa, batom vermelho, decote, salto alto e atitude, MUITA atitude, essa é Luíza. Vive levando quedas pela night, e não se importa, tem sempre um “dane-se” na ponta da língua e está pronta pra usá-lo. Mantém a postura, anda escandalosamente, não ignora os olhares de aversão, muito menos os de ai-se-eu-te-pego. Luíza é desse tipo de gente que não aguenta ficar parada por mais de 5 segundos e que se pudesse ter um flash de luz amarela sob sua cabeça, não o recusaria.
Aquele parado do lado direito da rua é o ônibus (ônibus????),  porque se há algo em comum entre Luíza e Ana (além de serem mulheres) é o fato de que são pobres.  Na porta do ônibus, de óculos e em um relacionamento muito sério com o palito que espetava seus dentes, está Manoel, atirado, nada romântico e um tanto comum, Manoel é o cara qualquer da estória. 
Ana e Luiza costumam pegar o mesmo ônibus aos sábados, para rumos totalmente diferentes, e não pense que entre as duas irá se desenvolver uma dessas amizades de ponto de ônibus, muito pelo contrário, as duas vivam se alfinetando em silêncio, uma com o olhar (lógico, essa é Luiza), a outra com a mente. O fato é que nesse sábado, o ônibus lotado fez com que as duas mulheres se postassem uma ao lado da outra, em pé, e entre elas, Manoel. Manoel não tem preferência, qualquer uma faz o seu tipo, concluiu que sairia do ônibus menos homem se não fizesse algo (vai entender), tratou de descobrir com as mãos o que havia por baixo da pequena saia de Luiza, ao passo que tentava se fundir à Ana, quase como uma esponja num prato, com a vantagem de uma mão esquerda, e a teoria de "Um ônibus absurdamente lotado e ~balançante~". Ana tentava se esquivar ao máximo e estava vermelha feito um tomate, um tomate raivoso. Luiza passou a se segurar com uma mão só, transferindo a outra levemente de um desses ferros que o ônibus comporta, para a cara descarada de Manoel.  Luiza, em seu melhor estilo tô-nem-aí, começou a berrar palavrões, que prefiro nem mencionar aqui, nos ouvidos do canalha, enquanto todas as outras mulheres a olhavam com ar de "que mulher vulgar, gente", se tivessem em suas mãos belos tricôs, a imagem seria perfeita. Ana via em Luiza, por hora, uma heroína, e pra não ficar por baixo, decidiu fazer algo que sempre teve vontade, enfiou, com uma força anormal e um baita sorriso na cara, sua bela sapatilha rosa naquele canto que Manoel devia julgar mais importante em qualquer homem que se preze. Exato.
Desceram as duas do ônibus, não de mãos dadas, nem sorridentes, muito menos colegas, mas satisfeitas, mesmo em meio a uma multidão de "Ana é muito quieta, por isso que esse tipo de coisa acontece, precisa ser mais forte nas atitudes" ou "Luiza pede por esse tipo de coisa, olha a saia da criatura! Tenho um cinto mais largo do que isto". 
Ana não não tinha de ser mais forte nas palavras e/ou atitudes, muito menos Luiza tinha de ser, bem... menos Luiza. Eram só as pessoas que tinham de encarar os fatos como eles eram, saber diferenciar uma pessoa pelo seu respectivo caráter, não pelo seu decote ou por seu excesso de discrição. Era só que Manoel tinha de aprender que respeito é mais que uma palavra, que a saia justa da Luiza nada tinha a ver com ele, muito menos a "falta de presença" da Ana. Por que é que a gente diz pra Luiza usar uma saia mais longa, e um decote menor, ao invés de dizer pra o Manoel que não se deve abusar de alguém? São só os velhos conceitos errados, as velhas mentes enferrujadas, são só os mesmos julgamentos sem fundo, sem causa. 

16/02/2012

Nos memes da vida: 10 coisas que amo.

Adoro responder memes, mas ainda sou capaz de me admirar com a minha demora pra o fazer, o mais fácil se torna quase a coisa mais complicada do universo nas minhas mãos, esse aqui eu recebi da Cary e da Bea (na verdade, acho que os que elas me indicaram são muito parecidos, então decidi juntá-los, só vou quebrar uma regrinha ali e outra aqui, mas enfim) há não sei quantos séculos e só agora estou postando-o, a regra é listar 10 coisas que amo (a ordem delas realmente não importa), e acabo de perceber que não é tão fácil quanto parece, visto que amo coisas demais, porém poucas vem em mente quando necessário (tipo agora). Indico o meme a quem quiser fazer, e bem, mãos à obra. 


Casas em ávores: Eterno sonho de consumo não realizado, o mesmo funciona pra minha cama elástica (que eu ainda não tenho). Supondo que haja a possibilidade de eu um dia vir a morar sozinha, uma das primeiras coisas a providenciar vai ser ela, dentro do meu jardim, posso ver me ver lá dentro com um sorrisão na cara, rodeada de livros e comidas nada saudáveis, ah eu seria feliz. :')

Quando me dão comida de presente: E aí você começa a achar que eu passo fome, não, eu não passo fome. Mas comer é vida! Me ganham essas pessoas que compram comida pra mim, sério. Não falo de comer coisas sem sal nem "sustança", por favor, nem de peixe, não gosto de peixe, e sim de pizza, doces, gelatinas, pastéis, waffles, hamburgers, macarronadas, lasanhas, e ah, meu deus, a vida é bela. 



Quando não saio decepcionada de um Alfarrábio (sebo): Porque cansa rodar pelo centro da cidade, entrar em 4564654564 Alfarrábios, receber sempre aqueles olhares de indignação (como se eu estivesse procurando livro de bruxaria, ou coisa do tipo), e de bônus aquelas coçadinhas básicas na cabeça, seguidas das mesmas respostas frustrantes que no fim querem dizer "Nunca ouvi falar desse".

Frete Grátis: Palavras mágicas, quase um "open bar" da vida, pra mim.

Folhas: De caderno, papéis de carta, tanto faz, aquelas bem lindas sabe? Pronto, sou meio fanática por folhas e fico guardando-as loucamente pra usar num momento muito especial chamado nunca.


Jardins: Sou completamente encantada por eles, o meu (que na verdade é da minha vó) é básico e pequeno, mas acho que é minha parte predileta da casa, fico bem só pelo fato de estar lá, é meu local favorito de leitura e sempre tenho a sensação de que qualquer dia desses ainda esbarro com um Gnomo ou uma fada por lá. 

Molhar os pés: Uma necessidade constante, é basicamente um poço de alívio, me sinto muito bem quando o faço, principalmente depois de um dia cansativo.

Dias produtivos: ou "quando consigo organizar meu tempo", tenho uma mania triste de me sentir obrigada a fazer algo durante o dia, não posso simplesmente ficar vagando de cômodo em cômodo sabendo que tenho um bocado de séries pra assistir, ou uma lista enormes de filmes que eu baixei e preciso ver, ou aquele livro que eu estou lendo, ou aquele assunto que eu ainda não revisei. É involuntário.


 
Silêncio de biblioteca: ou o utópico silêncio de biblioteca, já que na maioria das vezes algumas pessoas que frequentam as bibliotecas por onde passo, não têm noção de que ali é um local de leitura, não uma sala de estar onde as pessoas conversam alto, como se estivessem em casa.

Feriados que não caem em finais de semana: Durante o ano letivo, ficar perguntando quando é o próximo feriado é quase um hobby, coisa mais triste é quando o infeliz inventa de cair em um final de semana. Desperdício pra quê, né?



08/02/2012

Sobre os que me fizeram companhia durante:

 
Felizmente tive tempo livre em janeiro o suficiente para rever alguns episódios das minhas séries favoritas, assistir a alguns filmes pelos quais eu tinha me interessado há um tempão e ler alguns livros (Água para elefantes, O Céu Está Em Todo Lugar, A Pirâmide Vermelha - As Crônicas dos Kane, A Mediadora - A Hora Mais Sombria, Noite na Taverna, A Mediadora - Assombrado e Diários do Vampiro - Almas Sombrias), sobre os quais eu tenho que comentar com alguém, here we go.

 
Água Para Elefantes é desses que você vai lendo, lendo e sem notar já o acabou, o livro tem duas capas diferentes aqui no Brasil e, por incrível que pareça, as duas são lindíssimas (ao menos em minha opinião), apesar de eu achar que o mundo será um lugar mais bonito quando pararem de fazer livros com capas de filme. Demorei séculos com ele porque comecei a lê-lo durante as aulas, num período super cansativo, quando retomei a leitura já não sabia quem era quem e achei melhor recomeçá-la. Tô louca pra ver o filme, sou de comparar cena com cena e na maioria das vezes acabo com a sensação de que minha imaginação mandou bem melhor. Não consigo imaginar Marlena com o corpo, rosto e etc de Reese Witherspoon, mas ok. Achei muitíssimo aceitável o fato de Robert Pattinson representar Jacob, minha cabeça imaginava algo do tipo, fiquei satisfeita. E ah, impossível não se apaixonar pela elefanta mais "estúpida" do universo, afinal de contas, Rosie é mais do que especial. Acho que depois de ler tal livro, não há pessoa que não olhe de um modo bastante diferente para um Circo.







Dia desses fui à Bienal do livro com o Igor e chegando lá vimos O Céu Está Em Todo Lugar, eu não conhecia o livro, mas quando o abri me senti com um desses diários encantados e antigos que personagens de livro/filme  sempre costumam achar inusitadamente (o kit é absurdamente perfeito), nem preciso dizer que amo o Céu né? (Não é atoa que tiro umas 65456465989898 fotos dele), rolou a maior briga silenciosa pra ver quem pegava o mais conservado (infelizmente só tinham dois dele). Só nas férias é que tive a oportunidade de ler, acontece que quando li a primeira página, parecia impossível largar o livro, é desses que a gente engole e fica faminta por mais, é um encanto! Joe Fontaine é totalmente amável, tem um jeito único e é impossível não gostar dele, gosto da Lennie, no final das contas, apesar de ela fazer muita burrice e eu costumo ter raiva de personagem inteligente que se faz de burra. O livro é um dos meus favoritos, tanto pela história, quanto pela diagramação, a personagem principal costuma escrever diálogos ou frases em qualquer coisa que vê pela frente (pedaços de papel, papéis de bala, copos descartáveis, paredes de banheiro, QUALQUER COISA) de modo que há fotos desses objetos com as lembranças dela espalhados por tudo quanto é canto em forma de poema, é o que torna o livro um tanto mágico.






A Pirâmide Vermelha tem uma capa lindíssima, daquelas que te fazem pôr os olhos em cima e prestar atenção em cada detalhe, cuidadosamente, sabendo que cada um é importante durante a história, senão não seria um livro de Rick Riordan. Os capítulos são narrados pelos irmãos, individualmente, eu ficava esperando loucamente pelos capítulos em que a narradora era a Sadie. Rick faz com que várias informações importantes sobre o Egito sejam absorvidas de uma forma muito light. Acho que o autor tem uma forma única de escrever, era como se eu estivesse lendo Percy Jackson, com um cenário, personagens e história diferentes. Lembro que uma das minhas personagens prediletas é Bastet, a deusa dos gatos, tem uma personalidade incrível e eu adorava a presença dela. :')
"É raro um adulto admitir que errou, especialmente a uma criança... É preciso saber valorizar esses momentos."




"A Mediadora - A Hora Mais Sombria" é um dos meus preferidos dessa série, dentre todos, tem a capa que eu mais gosto e uma história MUITO bacana mesmo. Em "Assombrado" eu ri horrores, mesmo nas partes mais macabras, comecei a ler "Crepúsculo", mas acabei abandonando-o porque odeio quando a Meg foca demais nas paixonites de suas personagens principais, acaba se tornando uma leitura chata e cansativa, mas pretendo retomar a leitura muito em breve, porque Jesse é Jesse né? "- Peça desculpas à jovem dama – sibilou Jesse. - Ela está tentando lhe fazer uma gentileza. Não se vira as costas a alguém que está tentando fazer uma gentileza." Onde clica pra casar??
Sobre "Noite na Taverna", hum, me decepcionou, tenho a terrível mania de comparar livros desse tipo a Dom Casmurro, sei que não posso fazer isso mas é involuntário, e esse não chega nem aos pés, esperava muito mais, algumas partes são realmente interessantes, mas não passaram disso, ao menos na minha opinião. Eu não estava afim de ler Almas Sombrias, não estava mesmo, mas o que é que a falta de livros não faz com uma pessoa né? Fiquei meio assim porque depois que Shinichi entrou no contexto junto com Misao, a autora começou a desafiar loucamente a minha imaginação, na verdade acho que ela deu uma boa viajada quando colocou esses personagens na história, mas ok, eis que Almas Sombrias me surpreende, às vezes eu até esquecia que era uma série sobre vampiros, o contexto é totalmente diferente, até parece outro livro, e isso não foi ruim, ao menos não pra mim, o livro me ganhou, principalmente porque Damon está presente em quase todas as páginas, e ah, o final é totalmente "PRECISO DO PRÓXIMO LIVRO, RÁPIDO!!".

01/02/2012

Desidratantes: Sobre "Tomates Verdes Fritos"


"Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris O'Donnell). Assim, quando ele morreu atropelado por um trem (o pé ficou preso no trilho), Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker). Apesar disto Idgie era bem doce, apesar de nunca levar desaforo para casa. Independente, ela faz seu próprio caminho ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, no Alabama. Elas tinham uma amizade bem sólida, mas Ruth faz a maior besteira da sua vida ao se casar com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem estúpido que espanca Ruth, além de ser secretamente membro da Ku Klux Klan. Inicialmente Ruth tentou segurar a situação, mas quando não era mais possível Idgie foi buscá-la, acompanhada por dois empregados. Idgie logo dá a Ruth um emprego em sua lanchonete. Por causa do seu jeito de se sustentar sozinha, enfrentar Frank e servir comida para negros no fundo da lanchonete, Idgie provocou a ira dos cidadãos menos tolerantes de Whistle Stop. Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos moradores suspeitaram que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os responsáveis."

Não tenho o costume de assistir a um filme antes de ler o livro em que o mesmo foi baseado, não tenho, porque na maioria das vezes os livros são BEM melhores e eu definitivamente odeio spoiler, embarcar numa história já sabendo o final dela não é algo que me agrada. Sempre que posso dou uma passada nos alfarrábios (ou sebos) da minha cidade pra sair de lá naquela velha depressão de leitor pobre, e acabei achando o livro "Tomates Verdes Fritos" num deles, o escondi (ok, não foi taanto assim, só não o deixei muito visível) numa das prateleiras (sou dessas) pra quando eu finalmente for comprá-lo, há meses faço uma visita ao alfarrábio e o livro ainda está lá, um dia eu poderei chamá-lo de meu, só me falta $oportunidade$. O fato é que meu amigo (valeu Josh) me emprestou um bocado de filmes e esse veio junto, fiquei histérica porque é simplesmente muito difícil achar os filmes que eu quero assistir por aqui e minha internet não colabora na hora de fazer downloads, o título nada comum me encantou de primeira, tenho um preconceito enorme com filmes/livros que têm o nome paixão/amor no título (me atirem na fogueira). Enfim, minha falta de e$trutura se juntou com a minha curiosidade e as duas decidiram que eu tinha de assistir logo, assim o fiz. Sabe quando você gosta do filme desde a primeira cena? Então, "Tomates Verdes Fritos" é simplesmente encantador, um drama com umas colheradas de comédia, outras de romance e uma porção enorme de amizade. O filme conta com um elenco fantástico e um enredo marcante e maravilhoso. 

Me peguei chorando horrores enquanto o assistia (me julguem) e me imaginando lendo o livro, sim, porque simplesmente é o tipo de filme que te faz ver a história como se a estivesse lendo. Também é desses que te faz idolatrar personagens, porque quem não se impressiona com a personalidade forte da Encantadora de Abelhas (vulgo Idge)? Ou mesmo com a doçura de Ruth? Quem não queria pra si uma vó extra como Ninny Threadgoode, uma amiga como Evelyn ou um irmão (e que irmão) feito Buddy?  Merece 5 estrelas e até mais, se possível, por ser uma história bem contada, sem falar no fato de o filme ter fundo crítico (afinal de contas, apesar de ser doce, martela na questão do racismo, da violência doméstica, do papel da mulher na sociedade e etc), nos deixar boquiabertos sobre como uma pessoa pode mudar a vida de outra, e de como a  amizade é algo que está bem além de fatores como cultura ou idade. O tipo de filme que vai direto pra minha lista de favoritos, é doce e simples, não precisa de muita plástica pra passar a mensagem que realmente importa e são esses que me ganham. A amizade entre Ruth e Idge me deixou com aquela perguntinha básica na cabeça durante todo o filme "É mesmo só amizade?", mas ouvi boatos de que o livro deixa explícito que é BEM mais que isso. 
O mais interessante é a reação que a história das duas provoca na ouvinte (uma vez que a vida de Ruth e Idge é contada por Ninny), Evelyn, é como uma dose de auto-estima (na verdade, de Towanda!), de vontade de sair do buraco, sabe? 
 

O filme, além de tudo, conta com diálogos que definitivamente marcam, tanto que eu tenho vontade de quotá-los infinitas vezes, pode até ser tachado como clichê por alguns, mas isso se torna algo tão irrelevante diante da história em si e de como é contada... Me prendeu do início ao fim e tenho certeza de que não fui a única. Tô louca pra ter o livro na minha pseudo-estante, mas por enquanto vou ficar curtindo minha depressão pós-filme.






"Eu odeio a morte. Ela me assusta tanto." 
"Não se deve temer a morte. Olhe para mim, eu estou bem perto dela e não tenho medo nenhum." 
"Ah Ninny você é tão corajosa." 
"Ruth e Idgie eram corajosas. Eu não. Se eu fosse você não teria medo da morte. Eu teria mais medo de dirigir no trânsito na hora do rush."

26/01/2012

Síndrome de Peter Pan e a arte de não fazer nada.

Queria tanto ser dessas pessoas que já nascem querendo ser tal coisa e crescem com essa certeza, sabe? Decisão não é meu forte e ultimamente venho percebendo que estou na minha mais séria e duradoura síndrome de Peter Pan. Acontece que dia desses percebi que quando me perguntavam, na infância, que profissão eu pretendia seguir quando crescesse, eu ficava agoniada, sempre dizia que seria espiã (acredite ou não, trabalhar para a Woop sempre foi um sonho) e que se nada desse certo eu seria "outra coisa", mas o que não me detonava por completo era o fato de que eu ainda tinha MUITO tempo pra responder qual seria essa "outra coisa". Hoje a resposta para essa pergunta ainda é a mesma, a questão é que já não tenho tanto tempo (e Jerry ainda não deu as caras por aqui). Se essa "outra coisa" servir ao menos para me dar uma casa na árvore (ou no jardim), uma cama elástica e uma biblioteca particular que nem precisa ser tãao grande, já tá de bom tamanho.
Nas minhas andanças pela casa, achei a edição 252 da revista Super Interessante, no ano de 2008, e comecei a folheá-la, eis que vejo a seguinte frase "O Importante é não fazer nada", me identifiquei. O que basicamente acontece é uma entrevista com o escritor Tom Hodgkinson sobre a arte de não fazer nada, com sensatez, é claro. A entrevista caiu como uma luva para a minha depressão pré-fracasso profissional, e me fez tão bem que, depois de ler 74564654564 vezes as palavras de Tom, estava pronta para compartilhá-la com um bando de gente, inclusive com vocês. Decidi montar uma espécie de texto (com algumas adaptações) com as respostas de Tom, então ponham grandes aspas mentalmente nessas linhas que se seguem e sintam minha emoção:

A pior coisa que os jovens podem querer é passar no vestibular e trabalhar desde cedo numa grande empresa,  deveriam parar e pensar mais – pensar por alguns anos. Claro que, se o jovem está apaixonado por uma carreira profissional, deve ir atrás dela assim que puder. Mas muitos estudam, conseguem o diploma e, depois de terem pago anos de faculdade, descobrem que estão cheios de dúvidas. O melhor é dar um tempo para encontrar seus interesses e depois, com maturidade, ir atrás deles. Nós temos toda a vida para trabalhar. Quando você é mais novo, recém-saído da faculdade, quer mais é mudar-se para a capital, trabalhar muito e ganhar muito dinheiro. Mal pensa em falta de liberdade. Eu entendo. O que tento mostrar é que existem alternativas. Não é preciso aprender da forma mais difícil o valor que a liberdade tem. O objetivo de meus livros é mostrar que essa busca por segurança e dinheiro leva a outra coisa: ao estresse e ao tédio. O problema do trabalho nas corporações é que as pessoas começam a se acostumar com o tédio. Passam a achar que a situação é normal. Com o tempo, você se acostuma, ganha poder e um salário maior. Mas isso é apenas uma compensação por ter deixado a vida de lado. Não digo que devemos deixar de trabalhar, apenas parar de considerar o emprego um fator tão importante na vida. Se um médico não pode deixar o hospital, consegue facilmente trabalhar por meio período. Se você não pode largar o trabalho, tente não se incomodar tanto com ele, acredito que o objetivo de vida das pessoas não deve ser perder dias e meses no escritório. Somos obrigados a ser bons consumidores e bons trabalhadores, como se quem fugisse desse padrão estivesse agindo da forma errada.

Colégio, faculdade, cursos, trabalho, dinheiro etc. Desde pequenos somos postos em escolas, inclinados a seguir essa linha de objetivos e às vezes nem ao menos nos perguntamos "Porque não posso fazer diferente?" "Por que tem de ser assim?". Acredito que no Brasil, esse estilo de vida proposto por Tom é mais complicado, uma vez que para a grande maioria da população trabalhar é sinônimo de sobrevivência, nem todo mundo tem tempo pra passar anos decidindo qual é a profissão adequada depois de ter encerrado o ensino médio (sou desses), por outro lado, depois que a maioria dessas pessoas se estabiliza financeiramente, acaba virando escrava do trabalho, viver pra quê né?
O principal objetivo da entrevista não é fazer de você um escorado que depende dos outros pra comprar uma lixa de unha, e sim te dar um velho puxão de orelha. Trabalhar não tem de ser o principal objetivo de vida, nem a primeira coisa que vem em sua mente quando você acorda (a não ser que você realmente ame o que faz), trabalhar tem de ser um adicional, uma forma de deixar sua vida melhor (desde que você tenha de fato uma). Viver não é pecado, relaxar muito menos (e eu sinceramente espero que essas palavras sirvam para mim num futuro não tão distante assim).